{"id":1752,"date":"2016-06-11T10:42:18","date_gmt":"2016-06-11T08:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iesuscaritas.org\/?p=1752"},"modified":"2016-06-11T10:42:18","modified_gmt":"2016-06-11T08:42:18","slug":"portugues-jose-cobo-semana-de-teologia-puc-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/documentos\/portugues-jose-cobo-semana-de-teologia-puc-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 COBO Semana de Teologia PUC S\u00e2o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esquema desta apresenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Agradecimentos. O convite do Bizon me obrigou a reviver experi\u00eancias antigas, a reler livros e escritos antigos, a ler livros que n\u00e3o tinha lido; e a revisar minha vida atual e minha a\u00e7\u00e3o pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Ligando com as coloca\u00e7\u00f5es do Gunther e esclarecendo os meus objetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Gunther apresentou a vida do Ir. Carlos a partir da 1\u00aa Convers\u00e3o e a caminhada na busca do \u00faltimo lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Eu vou fazer uma leitura das experi\u00eancias importantes da vida de Charles de Foucauld. \u00c9 para isso, vou acolher a divis\u00e3o que faz o ir. Antoine Chatelard. Escolhi este autor porque ele se guia em todo momento pela pr\u00f3pria palavra do Ir. Carlos, melhor falando pelos seus escritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas. A primeira nota a destacar \u00e9 agradecer \u00e0 cultura francesa e \u00e0 cultura militar pelo valor que se deu (n\u00e3o sei se hoje continua dando-se) ao ler e escrever. N\u00e3o havia WahtsApp, gra\u00e7as a Deus. E Charles \u00e9 um leitor compulsivo de tudo o que for poss\u00edvel e um escritor caprichoso, deparado e que expressa magnificamente os fatos, os dados e os sentimentos. Tenho inveja da educa\u00e7\u00e3o que recebeu e da sua disposi\u00e7\u00e3o para escrever. E nossa cultura, eh?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Dividirei a minha comunica\u00e7\u00e3o em quatro pontos, seguindo as quatro etapas da vida de Ir. Carlos; e algumas considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. O tempo at\u00e9 a 1\u00aa convers\u00e3o \u00e9 dividido em dois per\u00edodos diferentes: a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia at\u00e9 a primeira comunh\u00e3o com 14 anos; e o per\u00edodo dos 14 aos 28, quando acontece a convers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. A etapa da inf\u00e2ncia \u00e9 avaliada por ele pr\u00f3prio como um tempo feliz, apesar de ter perdido os pais com seis anos de idade. Os pais s\u00e3o muito bem avaliados: o pai, muito doente e afastado procurando cura \u00e9 admirado; e a m\u00e3e \u00e9 uma santa. Outros dados relevantes: os \u00f3rf\u00e3os v\u00e3o morar com os av\u00f3s; o av\u00f3 \u00e9 militar; a guerra com a Prusia imp\u00f5e que mudem de resid\u00eancia e se definam como franceses e contra os prussianos \/ alem\u00e3es. A educa\u00e7\u00e3o recebida, num ambiente cat\u00f3lico praticante \u00e9 muito \u2018afetuosa mas frouxa\u2019, talvez possamos traduzir por carinhosa mas permissiva. Eu gostaria mais ver o valor da liberdade no amor. A minha liberdade n\u00e3o termina na liberdade do outro, quando o assunto \u00e9 amor. Porque a liberdade de Deus arrassaria com a minha caminhada rumo ao amor gratuito. O amor prolonga e potencia a liberdade do outro, para torn\u00e1-lo capaz de amar como Jesus amou, gratuitamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente a marca mais importante deste per\u00edodo \u00e9 o amor na fam\u00edlia, sem os pais biol\u00f3gicos, mas agregando aqui tias e primas. E isso me lembra a vivencia dos povos ind\u00edgenas do Brasil e de muitas fam\u00edlias pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobressai nessa experi\u00eancia Marie de Bondy, sua prima, oito anos mais velha que ele. Ela cuida dele, se preocupa dele, n\u00e3o o abandona, responde \u00e0s suas inquieta\u00e7\u00f5es, \u00e9 confidente, orienta ele e oferece a possibilidade de falar com Pe. Huvelin. Ele a define como irm\u00e3 e m\u00e3e. Ele a admira pela sua intelig\u00eancia e sua virtude, segundo as palavras dele. Curte uma liga\u00e7\u00e3o muito profunda, que nunca o abandonar\u00e1. A influ\u00eancia desta figura ser\u00e1 fundamental em todo o seu processo. \u00c9 uma mulher crist\u00e3 muito virtuosa e muito virtuosa. Sua religi\u00e3o pode ter o que eu busco. O casamento dela lhe causa muito sofrimento: j\u00e1 n\u00e3o tem a exclusividade do seu amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o com os amigos desta \u00e9poca \u00e9 profunda e permanece firme apesar das mudan\u00e7as na sua vida e na vida dos amigos. Chatelard mostra que \u00e9 um amor de posse, que se entrega totalmente e exige reciprocidade, quase exclusividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-&gt; <em>Experi\u00eancias marcantes: amor da fam\u00edlia e amor dos amigos<\/em>. Poderiamos falar de absolutos: o absoluto do amor gratuito e o absoluto da amizade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Dos 14\/15 anos aos 28, \u00e9 o per\u00edodo do Abandono das pr\u00e1ticas religiosas e da f\u00e9 em qualquer religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fatos marcantes: sa\u00edda do c\u00edrculo familiar; entrada na escola St. Genevieve; expuls\u00e3o por mau comportamento; morte do av\u00f3; estudos na Escola para Oficiais em St. Cyr; conclus\u00e3o em Seamur, em \u00faltimo lugar; alocados em v\u00e1rias guarni\u00e7\u00f5es; expulso do ex\u00e9rcito por conduta indecorosa e mal exemplo; vai morar com Mimi, em Evian; \u2018chamada\u2019 da a\u00e7\u00e3o; abandona a Mimi; e se lan\u00e7a em uma explora\u00e7\u00e3o; esta dura pouco tempo e ele tem que voltar para a caserna; n\u00e3o aguenta e se demite; parte em uma explora\u00e7\u00e3o do Marrocos por pr\u00f3pria conta; depois desta expedi\u00e7\u00e3o, volta a Paris e escreve suas explora\u00e7\u00f5es; recebe um pr\u00e9mio da Sociedade Geogr\u00e1fica e se converte em uma autoridade reconhecida; realiza uma s\u00e9rie de viagens com motivos desses empreendimentos; quase formaliza um casamento, que certamente n\u00e3o lhe faria bem. A prima Marie de Bondy o \u2018salva\u2019 desse casamento; volta a Paris, mas algo mudou na sua vida: a vida dos mu\u00e7ulmanos que visitou e observou o marca profundamente; dai para frente vive como um pobre n\u00f3made do deserto; l\u00ea muito e, em especial, os fil\u00f3sofos antigos que falam das virtudes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Aprendizagens dessa \u00e9poca, que tem uma profunda influencia na sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) A religiosidade profunda de uma mulher t\u00e3o inteligente. Sua maneira de viver a religi\u00e3o cat\u00f3lica naquele momento. Carlos se pergunta ser\u00e1 que essa religi\u00e3o n\u00e3o tem valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) A religiosidade profunda dos mu\u00e7ulmanos, t\u00e3o sofredores, t\u00e3o abandonados aos absoluto de Deus, t\u00e3o religiosos, fieis cumpridores. O Deus tem que ser um Absoluto. Por\u00e9m, ele n\u00e3o se converter\u00e1 ao Absoluto dos mu\u00e7ulmanos, mas a Jesus Cristo vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) O ex\u00e9rcito, que n\u00e3o adorava, lhe d\u00e1 algumas experi\u00eancias importantes: a disciplina no agir, o gosto pela a\u00e7\u00e3o, as habilidades da cartografia, o aprendizado de l\u00ednguas, o gosto por explorar e chegar aonde ningu\u00e9m chegou antes, o gosto pela a\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o, o prazer de conhecer e entender os outros povos no mais profundo da sua cultura; o capricho com os outros, soldados; gosto por conhecer territ\u00f3rios e estabelecer amizade com os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) Na linha mais pessoal, este per\u00edodo significa uma s\u00e9rie de perdas que o marcam profundamente: o av\u00f3, a proximidade da fam\u00edlia, a tenra amizade da prima, a perda da f\u00e9. E experimenta o vazio, o t\u00e9dio, a rejei\u00e7\u00e3o dos amigos e colegas. Eu era mais porco que homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><em>? Tudo isto est\u00e1 nas suas cartas, nos seus escritos, nas suas medita\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><em>Uma das coisas que mais me chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o olhar do j\u00e1 Ir. Charles: ele olha para tr\u00e1s sem ir\u00e1. Me atrevo a dizer que ir. Carlos n\u00e3o fala muito do pecado. Muito pelo contr\u00e1rio, ele afirma \u201cEu te abandonei, tu nunca me abandonaste\u201d. \u00c9 magn\u00edfica a imagem que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 obra de J. Lepetit: \u201co Parceiro invis\u00edvel\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><em>E aqui cabe uma reflex\u00e3o teol\u00f3gica fundada na afirma\u00e7\u00e3o contundente de Paulo: \u201conde abundou o pecado, sobreabundou a gra\u00e7a; a primazia da gra\u00e7a. E uma sugest\u00e3o pastoral: vale a pena ressaltar em primeiro lugar e quase \u00fanico a presen\u00e7a do pecado, do dem\u00f4nio, do mundanismo, da sexualidade desenfreada&#8230;. e n\u00e3o falar quase nada da presen\u00e7a do Reino, vivo, operante, mesmo que pare\u00e7a \u2018invis\u00edvel\u2019? N\u00e3o ser\u00e1 est\u00e1 a \u2018alegria do evangelho\u2019 que nos o Francisco atual tanto nos anima a encontrar?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convers\u00e3o \u00e9 um processo constante<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou fazer algumas considera\u00e7\u00f5es muito discut\u00edveis sobre seu processo de convers\u00f5es. As imagens que temos sobre as convers\u00f5es acenam sempre para um momento na vida dos \u2018santos\u2019, o momento em que formulam sua entrega incondicional a Cristo. Assim falamos da \u2018convers\u00e3o de S. Paulo\u2019 ou da experi\u00eancia de S. Francisco de Assis, diante do Cristo de S. Dami\u00e3o; e se busca nas Escrituras o exemplo da primeira chamada de Jesus aos Ap\u00f3stolos. Os papas recentes e os te\u00f3logos e pastoralistas falam quase sempre da necessidade do \u201cencontro com Cristo vivo hoje\u201d. E acrescentam dados muito importantes sobre onde encontrar-se com Jesus vivo hoje: na Palavra, acolhida, meditada, estudada e praticada; na Liturgia, especialmente na Eucaristia; e no servi\u00e7o ao pobres e a todos os sofredores. N\u00e3o vou questionar essas formula\u00e7\u00f5es. Vou tentar pensar sobre a \u2018convers\u00e3o\u2019 do Ir. Carlos. Talvez isso ajude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. Parece-me que os autores falam de v\u00e1rias convers\u00f5es: duas ou tr\u00eas, ao menos. Eu gostaria apresentar uma reflex\u00e3o sobre os processos de convers\u00f5es: h\u00e1 v\u00e1rias chamadas de Deus e h\u00e1 v\u00e1rias respostas do ir. Carlos. At\u00e9 o final da sua vida. Gunther falava de uma convers\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. A volta de ir. Carlos \u00e0s pr\u00e1ticas religiosas se concretiza na confiss\u00e3o dos pecados, obedecendo ao Pe. Huvelin. N\u00e3o se estou errado: nunca antes tinha falado com ele. Mesmo que ambos se conhecem atrav\u00e9s da prima Marie e talvez pelas prega\u00e7\u00f5es do padre. A proposta de Huvelin \u00e9 uma ordem. Sem d\u00favida \u00e9 gra\u00e7a de Deus nessa ordem e nessa aceita\u00e7\u00e3o. Primazia da gra\u00e7a. Mas eu quero ver a Deus agindo por causas segundas. Por exemplo, ser\u00e1 que podemos que a gra\u00e7a de Deus, que a autodoa\u00e7\u00e3o de Si mesmo, estava trabalhando antes: pelo amor da fam\u00edlia, pela doce press\u00e3o da prima Marie, pelo seu testemunho de vida, pela religiosidade mu\u00e7ulmana, pela rejei\u00e7\u00e3o dos colegas de farda, pelo sentido militar da obedi\u00eancia, nas leituras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quero ver a gra\u00e7a de Deus agindo nos fracassos, pela experi\u00eancia do t\u00e9dio, do vazio, Isso s\u00e3o as \u2018pragas do Egito\u2019 anteriores \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o! Ser\u00e1 que h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o sem pragas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. As formula\u00e7\u00f5es sobre a convers\u00e3o precisam ser contempladas para ver os caminhos de Deus. \u201cMeu Deus, se existis, fazei que eu vos conhe\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. A convers\u00e3o de ir. Carlos n\u00e3o \u00e9 convers\u00e3o do pecado para a pr\u00e1tica religiosa; mas do t\u00e9dio, da morte, de ser considerado porco para&#8230; N\u00e3o \u00e9 uma convers\u00e3o moral, mesmo que a inclui. Nem da indisciplina para a norma. Para que ou para quem se converte o ir. Carlos? H\u00e1 v\u00e1rias convers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso que a primeira convers\u00e3o est\u00e1 determinada pelo Absoluto de Deus. Formula assim: \u201cT\u00e3o logo acreditei que Deus existia, compreendi que n\u00e3o poderia fazer outra coisa sen\u00e3o viver para ele: minha voca\u00e7\u00e3o religiosa data do mesmo momento que minha f\u00e9. Deus \u00e9 t\u00e3o grande! H\u00e1 tanta diferen\u00e7a entre Deus e tudo o que n\u00e3o \u00e9 ele!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 apenas fugir do pecado, mas entregar a vida. A referencia ao filho pr\u00f3digo acena para a miseric\u00f3rdia do Pai, mais que para o arrependimento filho. O amor \u00e9 mais forte que qualquer pecado e n\u00e3o exige humilha\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o \u201ceu era b\u00eabado e vivia drogado; encontrei Jesus, x\u00f4 Satan\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convertei-vos e crede no evangelho. N\u00e3o \u00e9 o mesmo que retomar as pr\u00e1ticas religiosas ou cumprir a moral sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Huvelin o orienta para Jesus. E Jesus se converte para Ir. Carlos num amigo \u2018apalp\u00e1vel\u2019, como dizia s. Joao. Ele n\u00e3o reza a um Deus distante, nem a um milagreiro, mas a um amigo. N\u00e3o inventa o m\u00e9todo hist\u00f3rico-cr\u00edtico, mas as suas medita\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais existenciais que dogm\u00e1ticas; mas di\u00e1logos que normas; e mais testemunho que prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11. Outras \u2018convers\u00f5es\u2019 ou outras etapas no processo de entrega, ele gosta de falar de \u2018abandono\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ir. Carlos se converte a Jesus, ao Jesus Bom Pastor e ao Pai do Filho Pr\u00f3digo. Quero ver a\u00ed a influencia de Pe. Huvelin. O Absoluto de Deus, t\u00e3o admirado nos mu\u00e7ulmanos, se transfere para a \u2018imita\u00e7\u00e3o\u2019 de Jesus. Bem diferente do \u2018sacrificialismo\u2019 do Tom\u00e1s de Kempis. A imita\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 por amor. Vejam onde est\u00e3o as experi\u00eancias do amor familiar, dos amigos, dos colegas. Amar \u00e9 imitar. S. Jo\u00e3o da Cruz formular\u00e1 uma imagem semelhante: Orar \u00e9 amar e sofrer com o amado (mas n\u00e3o pelo gosto de sofrer, sen\u00e3o porque o amor n\u00e3o \u00e9 amado). Agostinho ver\u00e1 isso com um tom de lamento: \u201c\u00f4 beleza infinita, qu\u00e3o tarde te conheci\u201d. Ir. Carlos formula melhor: \u201cLogo que te conheci, percebi que s\u00f3 poderia viver para ele\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12. S\u00e3o constantes as mudan\u00e7as: nunca muda por falta de disciplina e por n\u00e3o cumprir. Explica a sua sa\u00edda da Trapa e do ex\u00e9rcito pelas mesmas raz\u00f5es: \u201cSa\u00ed porque tinha entrado &#8211; pelos mesmos motivos &#8211; n\u00e3o por inconst\u00e2ncia, mas por const\u00e2ncia na busca de um ideal que eu esperava encontrar l\u00e1, e que n\u00e3o encontrei.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13. A imita\u00e7\u00e3o de Cristo o leva na Trapa; depois em Nazar\u00e9. Essa busca \u00e9 de silencio, de semelhan\u00e7a f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viver como Jesus&#8230; em Nazar\u00e9. Mas n\u00e3o deu certo.<br \/>\nViver como Jesus&#8230; servindo a todos: enfermos, esmolas<br \/>\nViver como Jesus&#8230; com os \u00faltimos<br \/>\nViver como Jesus&#8230; como irm\u00e3o \u2018universal\u2019<br \/>\nViver &#8230; como Jesus viva em Nazar\u00e9 \u2013 sem roupas especiais, sem privil\u00e9gios, servindo, sem pregar&#8230; trabalhando com as m\u00e3os.<br \/>\nViver e morrer como o gr\u00e3o de trigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14. Algumas considera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Valor das experi\u00eancias das crian\u00e7as para a catequese e para a prega\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o ensinamento moral e de pr\u00e1ticas religiosas, mas o \u2018amor familiar\u2019, entranh\u00e1vel, liberador, gratuito&#8230; Quanto tem que aprender nossas catequistas da Marie de Bondy. E os pregadores do Huvelin e dos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Predecessor do Vaticano II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. O Vaticano I nem se menciona. Estou tentado a pensar que a influencia do Vaticano I foi apenas nas formula\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es da teologia e da hierarquia. Por baixo dos gostos da Curia e dos Papas, corria a experi\u00eancia do povo de Deus (o sensus fidei), que foi recolhido pelos te\u00f3logos e formulados em propostas mais pastorais e de miseric\u00f3rdia, como queria o Sto. Papa Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Em concreto, quero ver a marca da experi\u00eancia de ir. Carlos em formula\u00e7\u00f5es conciliares sobre o ecumenismo, quando se afirma que a Igreja pode at\u00e9 aprender de outras igrejas, confiss\u00f5es e religi\u00f5es, al\u00e9m do respeito devido aos caminhos de Deus, ou a liberdade de consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Outra valoriza\u00e7\u00e3o do ir. Carlos, seguindo Huvelin, que engata plenamente com o concilio \u00e9 a leitura b\u00edblica, como Palavra de Deus e n\u00e3o como simples doutrina ou argumento teol\u00f3gico, mas como di\u00e1logo com uma pessoa viva, um amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. Tamb\u00e9m acho que h\u00e1 uma presen\u00e7a do Ir. Carlos na reflex\u00e3o sobre a evangeliza\u00e7\u00e3o, sobre a encultura\u00e7\u00e3o e sobre os momentos da evangeliza\u00e7\u00e3o. Em concreto, na Evangelii Nuntiandi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. No Papa Francisco j\u00e1 nem se fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.iesuscaritas.org\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jose-cobo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1753\" src=\"http:\/\/www.iesuscaritas.org\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/jose-cobo-217x300.jpg\" alt=\"jose-cobo\" width=\"105\" height=\"143\" \/><\/a>Jos\u00e9 COBO,<br \/>\nfraternidade do Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">PDF: <a href=\"http:\/\/www.iesuscaritas.org\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Jos\u00e9-COBO-Semana-de-Teologia-PUC-S\u00e2o-Paulo.pdf\">Jos\u00e9 COBO Semana de Teologia PUC S\u00e2o Paulo<\/a><\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esquema desta apresenta\u00e7\u00e3o 1. Agradecimentos. O convite do Bizon me obrigou a reviver experi\u00eancias antigas, a reler livros e escritos antigos, a ler livros que n\u00e3o tinha lido; e a <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/documentos\/portugues-jose-cobo-semana-de-teologia-puc-sao-paulo\/\">Continue Reading &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-1752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1752"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1756,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1752\/revisions\/1756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iesuscaritas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}